quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ser realmente eclético é uma bosta.

Muitas pessoas se consideram ecléticas. Dizem que apreciam vários tipos de músicas e várias bandas. Mas a verdade é que poucas pessoas são realemente ecléticas.
O povo brasileiro tem um mal muito grande, é um povo extremamente excludente. Ele custuma abraçar de coração o que estar mais forte na mídia, não que ele tenha parado de gostar das outras coisas, mas se for questionado pelo o que seu coração bate mais fortemente, 2 de 100 terão respostas surpreendentes.
O fato é que sou realmente eclético. Diferentemente do que a maioria pensa, ser eclético não é gostar de tudo e sim gostar de várias coisas. E o maior problema que eu gosto de verdade de várias coisas.
Isso não seria um problema se eu fosse um mero ouvinte. Mas eu pra complicar mais o simples, sou músico e só o fato de saber que eu tenho que escolher um estilo é frustrante. Como renegar tantas outras coisas que eu amo e ficar só com uma? Eu estou num processo de gravar minha primeira demo como artista solo e ao juntar minhas músicas vejos vários estilos e muita vontade de tocar várias coisas. Agora que vem a dificuldade, como fazer isso sem ser uma salada mista doida impossibilitando qualquer tipo de identidade?
Eu não sou o primeiro nem o último a passar por isso. Eu consigo citar sem me esforçar vários artistas que passaram por isso. E o pior é saber que por maior fosse o esforço deles de tentar se desvencilhar do rótulo, no final das contas eles seguem com o que deu notoriedade a eles.

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