quinta-feira, 29 de abril de 2010

Paro e Penso

Paro e penso,
nas estrelas, busco caminhos.
No mar, me largo esperando a maré me levar.
Não sei o que esperar dos caminhos, mas os sigo sem questionar.
Andando por eles não sinto vazio, apenas a brisa do mar.
Por mais que o medo do novo me eniba, a sensação da realização me anima.
Paro e penso, agora não tenho lugar.

Meus velhos cadernos

É engraçado achar velhos cadernos. Neles eu encontro a marca comportamental de cada época da minha vida e consigo me ler nos vários momentos que passei.
O mais legal é entender que certas aflições eu sempre tive e com o tempo aprendi a lidar com elas e a dar o valor delas no molde da minha personalidade.
Como diz o velho ditado "Se quer saber pra aonde vai, você que saber de onde veio", e agora eu entendo um pouco mais de onde eu vim e sei tenho mais pistas do por que estou como estou. Graças aos meus velhos cadernos, que refrescam minha memória e me fazem ver vários detalhes do meu ser.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ser realmente eclético é uma bosta.

Muitas pessoas se consideram ecléticas. Dizem que apreciam vários tipos de músicas e várias bandas. Mas a verdade é que poucas pessoas são realemente ecléticas.
O povo brasileiro tem um mal muito grande, é um povo extremamente excludente. Ele custuma abraçar de coração o que estar mais forte na mídia, não que ele tenha parado de gostar das outras coisas, mas se for questionado pelo o que seu coração bate mais fortemente, 2 de 100 terão respostas surpreendentes.
O fato é que sou realmente eclético. Diferentemente do que a maioria pensa, ser eclético não é gostar de tudo e sim gostar de várias coisas. E o maior problema que eu gosto de verdade de várias coisas.
Isso não seria um problema se eu fosse um mero ouvinte. Mas eu pra complicar mais o simples, sou músico e só o fato de saber que eu tenho que escolher um estilo é frustrante. Como renegar tantas outras coisas que eu amo e ficar só com uma? Eu estou num processo de gravar minha primeira demo como artista solo e ao juntar minhas músicas vejos vários estilos e muita vontade de tocar várias coisas. Agora que vem a dificuldade, como fazer isso sem ser uma salada mista doida impossibilitando qualquer tipo de identidade?
Eu não sou o primeiro nem o último a passar por isso. Eu consigo citar sem me esforçar vários artistas que passaram por isso. E o pior é saber que por maior fosse o esforço deles de tentar se desvencilhar do rótulo, no final das contas eles seguem com o que deu notoriedade a eles.

Amo de paixão.

Bom, recentemente fui contratado por uma loja de roupas. No processo de efetivação tive que providenciar algumas coisas básicas. Cópia de todos os documentos, exame admissional, abrir uma conta no banco que a empresa trabalha, coisas normais.
O complicado desse processo foi ter que visitar os dois lugares que eu mais odeio em Brasília, a rodoviária e o Conic.
A rodoviária pelos simples fatos de ser uma das mais precárias das capitais, feder a uma mistura indiscritível de odores e ser frequentada por pessoas com hábitos de higiene pessoal duvidáveis.
O Conic, que durante o dia funciona como um centro comercial mais esquisito que eu conheço. Um prédio velho que abriga desde a biboca mais pé sujo a um grande escritório de advocacia. E a noite funciona um dos maiores points de prostituição de Brasília.
Eu fico impressionado, só de chegar perto desses lugares eu já fico pra baixo. Estou longe de ser rico e mais ainda de ser preconceituoso. Mas alguma coisa no funcionamento desses lugares me trás apenas sensações ruins. Sobrevivi aos dois dias de visitas ao meus lugares favoritos, mas só de pensar em ter que voltar lá eu já sinto calafrios.
A única coisa que salvou desse passeio foi o serviço do "Na hora". O "Na hora" é um local onde você tem acesso a vários serviços do governo em um lugar só, Receita, Detran, Polícia cívil, entre outors. É muito prático e muito eficiente. Arrisco a dizer uma das melhores iniciativas do GDF.
Como eu sempre digo, não da pra olhar só pra o pior das coisas.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Felicidade

Em um post passado comentei que tinha feito a seletiva de um programa e achava que não tinha dado pra mim. Bom acabei de receber o e-mail dos organizadores dizendo que não chegaram a um consenso e que adiaram o próximo teste. Isso não quer dizer nada conclusivo. Mas eu já tinha desistido da idéia e agora estou esperançoso de novo.
Vamos lá, façam uma fézinha pra mim!!

domingo, 4 de abril de 2010

Primeira impressão

Eu não sei quanto a vocês, mas eu adoro quando eu conheço uma pessoa e ela me intriga tanto que eu tenho uma vontade súbita de querer saber tudo sobre ela. É tão impressionante como um gesto de mão, um sorriso de canto de boca, as vezes a forma como ela pronúncia as palavras fazem com que tudo que você queira, é conhece-la.
Esses momentos raros que me inspiram, me fazem acreditar em energias positivas, em almas gêmeas, em feitos um para o outro. Não temo como explicar isso, apenas ficar intrigado e se segurar pra não falar besteira.
Esses momentos raros me fazem procurar outros desses, pelo simples fato de querer continuar intrigado com a vida, me manter apaixonado pelo o que eu não conheço e inspirado em coisas que me provocam sensações libertantes.

sábado, 3 de abril de 2010

Voltar a ver

Acho que todos nós passamos por momentos de incertezas. Acho que a vida seria muito fácil e monótona se tudo viesse rápido e fácil. O que anda me deixando muito feliz é eu voltar a ver, a ver que meu futuro pode ser exatamente o que eu quero.
Recentemente participei de uma seletiva para um programa de televisão. O programa é feito para músicos e com o objetivo de formar uma banda. Eu cheguei até a segunda seletiva e acredito que não tenha passado, até por que e a próxima é no início dessa semana e eu não tive nenhuma resposta.
O que realmente importa é ver que existem possibilidades e que se você se dispuser a chegar até elas, uma delas vai abraçar a causa.
Confessarei que fiquei um pouco triste, até por que tinha muito vontade de entrar no programa. Nada que vá me fazer desistir, aliás foi um ótima experiência, me deu forças, me deu vontade e cada vez mais vou chegando aonde quero.