Bom, terça passada, eu e minha namorada resolvemos pegar um cineminha. Quem conhece Brasília sabe que o Pier 21 é um inferno no período de férias. A mulecada invade e fica impossível transitar no shopping.
Já ao chegar notamos que vaga seria artigo de luxo, andamos bastante até encontro uma vaga, longe do nosso destino, na terra e sem luz. Como estavamos combinando a um tempo, decidimos que não iamos deixar esse simples problemas nos abater. Paramos o carro e logo fomos abordados por uma "guardadora de carro" e ela logo foi falando "Dois real pra parar aqui". Logo me veio a mente, "Não é que a inflação atingiu todos os setores da economia mesmo.", e já fui retrucando e tentando negociar com essa micro empresária. Depois de algumas tentativas, resolvi ceder e falei, "Mas você vai estar aqui quando eu voltar né?", e por mais que eu pudesse me preparar, eu nunca estaria pronto pra resposta que veio em seguida. A CEO do estabelecimento de barro mandou, "É claro que sim, eu moro aqui, ta vendo minha casa ali não?". Consternado eu olhei e vi a tendinha dela montada embaixo de uma árvore. Não sabia que eu estava invadindo o lar alheio, fiquei até meio acanhado com tamanha falta de respeito minha.
Cada dia que passa, mais vezes eu fico surpreso com as manobras e formas dos "Flanelinhas" justificarem o dinheiro pedido pelo suposto auxílio a segurança do seu carro. Realmente temo, por que estão cada dia que passa cobrando valores mais altos para "vigiar" o seu carro. E o que me indigna mais é que, se eu me apropriar de terreno público, o governo vem em cima, derruba a casa, processa. Agora o cara cobra aluguel do espaço público como se fosse dele, as pessoas pagam pelo medo, e não por achar que aquilo realmente vai dar alguma segurança a elas e cadê o governo, cadê a polícia?
Cri cri cri!!
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