segunda-feira, 15 de junho de 2009

Papai me ama muito.

Essa é umas daquelas histórias que colocam a pessoa num patamar onde abaixo dela não tem nada, nada mesmo.
Esse relato é um pouco antigo mas é pertinente para entendermos o instinto paterno.
A alguns anos quando eu estava me formando no segundo grau. Minha mãe viajou e eu fiquei sob a tutela do meu pai. Tudo normal, a escola já tinha acabado. Ele morava num lugar de bom acesso, fazio tudo de bicicleta, tudo tranquilo.
Aqui na cidade onde eu moro, existe uma forma de entrada na universidade federal que você faz uma prova a cada ano do segundo grau. Chegou o dia da última prova e toda a galera combinou que após a prova a galera se juntaria pra comemorar o fim do segundo grau, a nova era que viria (desculpa pra encher a cara e fazer merda) e afins. Combinei obviamente com meu pai a hora de chegada a sua residência (ele não me dava uma chave) e fui tranquilo para a festinha da galera.
Lá pra meia noite eu chego a residência do meu "papito" e como já era conhecido dos porteiros já subi tranquilo. Cheguei na frente da casa dele e notei que o mesmo não estava. Eu não tinha celular na época então tive que descer e procurar uma orelhão para ligar para o mesmo. Liguei a primeira vez e ele disse que já estava pagando a conta e que estava num bar perto de casa que demoraria 10 mim no máximo.
Subi de novo e esperei uns 40 minutos e nada. Esperei mais 20 e desci pra ligar pra ele. "Foi mal filho, ta tendo um problema no fechamento da conta e a gente já ta saindo". Já com alteração de humor eu subi e voltei a esperar "meu querido papi". Mais 1 hora e nada, olhei no relojo e ele marcava precisamente "2 horas e 15 minutos". Com aquela felicidade contagiante, desci e tornei a ligar para o "bebado safado". É claro que a essa hora eu não entendi nada que ele disse, então resolvi desistir. Subi de novo, novamente, e resolvi deitar no hall do andar dele.
Depois de um tempo, adormeci (assim que o chão deixou de estar absurdamente gelado) e me tornei a espera o destino olhar por mim e me tirar daquela situação.
Não me lembro que horas eram, mas lembro que de repente um porta de elevador se abre. A esperança volta a reinar no meu ser, aquele sensação de alívio, a idéia do conforto da casa quentinha. Bom, mas não satisfeito, o "FDP do corno que me botou no mundo", não lembrou que eu estava esperando ele. Saiu do elevador, pisou em mim, entrou em casa e me trancou do lado de fora.
Ele estava tão bebado que demorei mais 15 minutos batendo na porta da casa até ele se dar conta que tinha alguém lá. Quando ele abriu, ele ainda fez aquela cara de susto e pergutou "Uai, o que você ta fazendo aqui"?
Eu mereçooooooooooooooooooooooooo!!!

2 comentários:

  1. Maravilha. Esse é o nosso digníssimo. Faltou só o "Ou, ou... hihi haha".

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  2. estou rolando de rir aqui, visualizando a história, ahahahahahah.

    Ass.: a mae

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