Começo esse blog dizendo a célebre frasa: "Todo castigo pra corno é pouco". Longe de mim ser corno, até por que, para conseguir tal status eu teria primeiramente que me envolver em um relacionamento.
Bom, tirando as particularidades vamos ao que interessa.
Esse ditado popular explica muito bem alguns fatos recorrentes nesses últimos momentos. O salário que de repente vem menor e por mais que você ache injusto os cálculos estão certos. O seu carro que gostou tanto da oficina que você o levou que não quer mais sair de lá. (nota: Quer ficar rico? abra uma empresa de meio serviço e outras empresas para terminar o serviço. Assim você tem mais desculpas para enrolar o cliente.) Aquele futebol que era pra relaxar e no final sai todo mundo na porrada. Sua peguete com recorrentes dores de cabeça. Coisas que dão um certo sabor a vida (mesmo sendo de jiló) e que fazem com que nós seres lúcidos tenhamos devaneios durante as horas de trabalho apenas pensando em coisas libertadoras (dinheiro, mulheres, Caribe, enterro da sogra).
Contarei uma breve história de um dia destinado a dar errado. Um belo rapaz de um 23 anos, bonitão, alto, moreno, biotipo de galã. Acordou heroicamente em uma segunda-feira para se dirigir ao seu local de trabalho. No caminho percebeu que seu carro (muito carente por sinal) estava sentindo uma falta enorme do aconchego da oficina de onde veio. O saudade começou a pensar muito para o pobre automóvel que em um reflexo quase que humano começou a ficar febril!! Coitadinho!! Com toda a calma de um lord inglês, o rapaz parou o carro em seu local de trabalho deu aqueles três biquinhos (na roda é claro, tanto para preservar a integridade do veículo, como a do agressor) e já chegou na sua estação de trabalho com aquele sorriso forçado de bom dia. Contrariado se viu na obrigação de perder o seu horário de almoço para resolver o problema sentimental do seu meio de locomoção. Após deixar-lo na oficina, andou alguns bons minutos e enfrentou o "buzão" por mais alguns até retornar a sua estação de trabalho. Que com um frieza inexplicável (o ar condicionado a 19 graus não justifica) o recebeu sem pelo menos lhe apresentar algum conforto. E trabalho por mais 4 horas que com o marasmo apresentado, se transformou na sensação de dias!!!
17:59, o alívio tanto desejado, era a hora de se libertar, ir para a casa, se entupir de comida e ficar deitado assistindo televisão coçando a pança e esquecendo dos problemas.
Mas o dia não satisfeito, resolveu pregar uma outra peça no rapaz, que mesmo cansado sentou na parada de ônibus para esperar que o transporte público o levasse ao seu destino tão sonhado, "o sofá da sala".
Como de custume, esperou o tempo que normalmente o "coletivo" demora para coletar o bravo garoto. Após alguns minutos de atraso (mais exatamente uns 35 minutos), a Mercedes e o motorista apareceram e com eles a felicidade voltou a ser uma sinapse válida no sistema nervoso deste corajoso "ser". Porém não satisfeito o dia o "sacaneou". Após tentativas exaustivas de chamar a atenção da "porra do onibus que ele estava esperando a mais de 1 hora" que o ignorou e com ele toda a esperança de felicidade e algum conforto se foram.
Obrigado a regredir, o rapaz pegou o seu celular e ligou para a "mamãe". E com uma melancolia na voz, um tom de "estou morto por dentro" (mas nada relacionado as erupções que começavam a acontecer em seu estômago, causadas por aquele almoço de exelente qualidade) ele disse a ela: "Mãe vem me buscar?". E isso foi o fim!! Ele entregou as pontas, assumiu a cornidão que assolou o seu coração, que depois de tantas desilusões só foi capaz de chegar em casa, obrigatóriamente comer alguma coisa, para que suas lumbrigas ficassem quietas e fossem dormir, e em sua cama repousar, na esperança de que amanhã fosse um dia mais feliza.
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